26 de dez. de 2010

Consequência da Insônia

Parece tão estranho pra mim, estar... Ou... Não estar... Profundamente apaixonada por alguém, por não viver em minha mente uma certa felicidadeou um certo amor utópico, por não me pegar rindo e ao mesmo tempo chorando pelos cantos, sonhando um amor possível somente pro meu coração.
Mas acho que me cansei. Cansei da minha ilha da fantasia. Cansei de sofrer por pessoas que não notam nem minha constante gargalhada quanto mais minhas silenciosas lágrimas.
Agora, eu finjo entender qualquer pensamento vago que me ronde no decorrer dos momentos, qualquer palavra insensata que escutem os meus ouvidos, tento entender muito do que sei ser incapaz de perceber e tento não parecer tão complexa assim, mesmo sabendo que o resultado não será exatamente o esperado... Só que não preciso, nem quero, ser conforme a sociedade impõe, e nem quero ser considerada a "rebelde sem causa" mesmo sabendo que tal título também é imposto pela mesma persistente e inconveniente sociedade persuasiva, lembrando sempre que eu, faço parte da mesma. 
Mesmo querendo tornar tudo mais simples, parece inútil, É um ciclo, incompreensível ao meu ver, e que talvez se torne menos complexo quando essa fase passar, quando eu mudar de nível nesse jogo de videogame que deram o nome de vida.
Até porque sei que essa sensação, seja ela boa ou ruim (ainda não decifrei) logo vai passar e talvez passe contra minha vontade, já que não quero voltar aos meus contos de fadas que ao contrário dos convencionais tendem ao final melancólico.
Não sei se quero me ver novamente presa ao ilusório, ao mágico e à perfeição, mesmo que me confunda, quero me ver livre de tanta coisa que por fim se torna similar ao sofrimento e nada mais.

22 de nov. de 2010

Desculpas

Me desculpe por não ser perfeita, me desculpe por não superar suas expectativas, por não ser quem você mais deseja e por não agir sempre conforme seu gosto.
Me desculpe se por ser quem sou eu te machuco, e se quando digo a verdade lhe arranco lágrimas. 
A verdade é que dói em mim também quando reage de tal forma, e dói mais ainda saber que apesar de todo meu esforço, luta, persistência... Eu não sou o bastante pra você. 
Torturo-me quando sou obrigada a dizer isso tudo, a mostrar-lhe o quão infeliz minh'alma é por trás de meu sorriso. 
A intenção não é que se sinta culpado, e nem que me julgue sofrida em demasia, a intenção é a verdade. 
Eu só queria me libertar dos soluços encobertos pela minha pseudo satisfação. Eu só queria significar mais pra você, mas se isso exige de mim mais esforços... Apenas me resta conformar! Já não posso mais lutar pra tentar lhe agradar sem obter êxito! Meu corpo, mente e coração estão abatidos, cansados e inconsolados.
Eu fiz o que pude por você, agora tenho de fazer o que restou... Por mim. 

4 de nov. de 2010

Desgosto pelo bem alheio.

Sentimento insensato, que amedronta, insano.
Como pode tamanha hostilidade se contrapor à doçura que seu coração aparenta? 
Talvez tenha sido esse o grande engano: tive um olhar supérfluo e me contentei com o que me pareceu belo, e insisto: pareceu. 
Mas não precisei examinar muito, não precisei insistir e nem pressionar, a verdade foi mostrada por si só, sem esforços, como tinha que ser, e agora, não há pano que tampe, não há véu que esconda, capa que proteja ou camufle... Ela está lá, pra quem quiser ver, a verdade está lá! 
Está estampada no rosto de quem a escondeu por tanto tempo, nos gestos incertos, nos atos inseguros, nos suspiros e lágrimas de crocodilo, em cada passo, olhar, palavra, sorriso, em cada aceno, abraço, em cada desejo que transcorre aquela mente indecifrável, e isso, me assusta a cada dia mais.
A frieza corre ao lado de toda essa loucura, e mesmo sendo impossível esconder a intolerância mútua, toda a companhia de atores age como se o drama ainda não houvesse estreado, e eu dançarei conforme a música, ou atuarei conforme o roteiro.
Algumas pequenas coisas podem ter mudado, mas nada que me afete.
Vou continuar andando, seguindo os meus passos, trilhando a minha melhor jornada, e pra tudo isso que deixaram transparecer por casualidade ou culpa, a sociedade já concebeu um nome: Inveja.

12 de out. de 2010

Faz algum sentido?

Descobri que a solidão não faz sentido, talvez me achem atrasada por só descobrir isso agora, mas é que demorei um tempo tentando digerir a ideia e repassei algumas vezes dentro de mim se essa teoria não pudesse estar errada... No fim, acho que é isso mesmo.
Não faz sentido o UM, só. 
Não faz sentido o singular, nem o individualismo. 
Não faz sentido não ter pra quem dar a mão ou um um sorriso. 
Não faz sentido não ter alguém pra compartilhar momentos, não ter alguém pra te dar força e rir da sua cara quando estiver desesperado só pra tentar te mostrar que os problemas não são tão grandes como parecem ser... 
Descobri que a vida a dois é mais sensata, embora mais complexa, embora exija mais tempo e paciência, mais compreensão e solidariedade, mais carinho e afeto, mais expressividade, embora exija que você seja mais você.
Mas... Não era isso que eu tanto queria quando me vi debruçada sobre a solidão?! Porque então tanto reclamo agora que tenho alguém pra me aborrecer e depois me abraçar, se agora tenho alguém pra me magoar e me pedir desculpas, porque reclamo tanto agora que tenho alguém pra me provar quantas vezes quiser o quanto esse alguém me ama?! 
Na verdade descobri que o que não faz sentido é a vida em si. 
O presente é que não faz sentido, nem as minhas vontades, pois tudo aquilo que parece distante demais da realidade parece mais me agradar. 

20 de ago. de 2010

Sou o que não sou.

Sou o tudo e sou o tudo dentro do nada, sou o que há de mais novo na era mais antiga, sou o brilho mais irradiante no universo da escuridão, sou o sabor mais doce na boca mais amarga.
Sou a chuva em um dia de sol, a alma de menino no corpo de um senhor, sou a alucinação mais sóbria e o sonho mais real.
Sou cada segundo de um dia, cada beijo de um casal, sou cada página virada, cada palavra mal escrita.
Ainda sou a sua insônia e quando dormes, o pesadelo.
Sou a sua experiência, cada ato, sou tua essência.
Mais que pensas é aquilo que sou, estou além do limite, além de qualquer fronteira, estou distante e mais perto do que pareço estar, sou o perfeito cheio de erros, sou a sexta-feira, sou displicente, sou o incerto com destino traçado, sou o caminho, a solidão, sou bem pouco, sou o alto que está embaixo.
Sou só aquilo que não deveria ser.

12 de ago. de 2010

máquinas

Malditas são essas máquinas, não compreendi ainda como podem chamá-las de avanço se pra mim têm tido uma performance de nada mais além de regresso! Quanto incompetência! Vejamos pois que, hoje, atordoada com a correria cotidiana me envolvi em uma luta severa contra a máquina de meu computador, teimoso, atrasado, não segue a meus comandos, parece até ter vida própria... Ai, se tivesse! Já teria dado um jeito de tirá-la há tempos! 
E se diz tão avançado assim, porque insiste em acabar com a bateria nos momentos em que mais preciso?! Tantas vantagens, não? Pode ser carregado para inúmeros locais "facilmente", uma memória inacreditável, acho até que deveriam mudar o provérbio "memória de elefante" pra quem sabe "memória de computador", acessa os mais variados sites, serve como instrumento de trabalho e ao mesmo tempo de lazer! E quando realmente preciso, uma tal de bateria se diz não carregada... Ah! Mas me é necessário muita paciência...
Às vezes, em meio a contradição, penso que essas máquinas sejam mesmo muito espertas e façam isso apenas pra testar minha quantidade - garanto, essa é tão pouca que quase insignificante - de paciência, e ainda vos digo mais: Quando eu perder mesmo até a mais remota gota de paciência com uma dessas máquinas malditas, não há direitos humanos e sociais de eletrônicos que me impedirá de destruir um deles! 
Malditas Máquinas Arcaicas, ainda acredito na capacidade humana e acho mesmo desnecessário tanta tecnologia tão avançada.

28 de jun. de 2010

Desnecessário

Sabes, quando fecho os olhos
ainda penso em ti
não que eu queira, não que eu precise;
Isso nem mesmo me convém
mas coração teimoso é assim.
Fazer o que?

25 de abr. de 2010

fecho os olhos pra não ver passar o tempo,

sinto falta de você. talvez eu sinta falta de mim mesma. talvez sinta falta de um momento em que eu me abra pra mim e reveja minhas atitudes. talvez eu sinta falta de não ter tantos problemas. ou inventar tantos problemas. talvez eu não queira voltar atras. talvez eu só queira voltar pra rever sem nada mudar. ou só voltar pra conseguir modificar. talvez eu me abandone em um quarto qualquer. quem sabe tempos depois eu volte pra me dar um oi. quem sabe eu me abrace em um abraço quente, o qual preciso. quem sabe eu só cuspa no meu rosto desleixado comprovando tudo que já sei. quem sabe, ou talvez ninguém saiba. nem mesmo eu saiba o que se passa em um coração descompassado. em uma vida conturbada. em uma alma tão vaga. talvez ninguém tenha dado notícias, nem hão de ter sabido tanta coisa. nem mesmo em minha vasta memória gostaria de encontrar vestígios do que não quero recordar.