Deveria ser proibido fazer desejos em momentos de raiva, dor, abandono e principalmente TPM. Deveria ser proibido desejar o mal ao próximo e os desejos cheios de impulso deveriam ser vetados. Mas já que não é possível, deveria haver a segunda oportunidade, porém essa, deveria ser oferecida da mesma forma que a primeira. Talvez assim o jogo da vida fosse muito mais fácil. Mas não deveriam MESMO as coisas serem mais fáceis? Que me atire pedras aquele que nunca desejou que a vida fosse mais fácil em momentos de desespero.
Deveria ter amor e solidariedade a venda nas prateleiras do mercado e com um custo bem baixo, talvez assim os encontraríamos com mais facilidade por aí. As mães deveriam ser pra sempre. Os amigos também. Mas eu digo os amigos mesmo, aqueles de verdade.
Deveríamos desejar com mais cuidado, agir com mais vontade e sonhar com mais frequência. Não deveriam então, os pôneis serem unicórnios os quais seus chifres fossem na verdade casquinhas de sorvete? Porque não a chuva ao invés de ácida não seria doce? Os sapos de chocolate e as nuvens de algodão?
Não deveríamos nós desejar voltar a infância ao invés de querer logo ter a habilitação e uma mão e um copo de cerveja na outra? Deveríamos sim, impor menos e sugerir mais, parar de desejar que o futuro acompanhado de uma realidade sórdida chegue mais depressa. Deveríamos começar a desejar mais doces de sobremesa, mais banhos de chuva, mais tardes com os avós e mais tempo com aqueles que normalmente desejamos que nos deixem criar asas, mas que deram suas vidas para nos ver conquistar a independência, os mesmos que logo cedo aprendemos a chamar de "pais". Deveria ser dado mais valor a vida e aos sorrisos, enquanto eu, deveria escrever menos e agir mais.
2 de ago. de 2011
5 de jul. de 2011
Biblioteca
Me vi parada no meio da biblioteca, senti falta do seu abraço como naquele dia que você se sacrificou pra passar mais tempo junto a mim. Senti falta de você ali para falarmos dos outros e brigarmos por qualquer motivo aleatório. Comecei a chorar. Quando eu menos esperava eu estava procurando por uma folha em branco para traçar (ou pelo menos tentar traçar) a personalidade de qualquer um que estivesse por perto, exatamente como você sempre faz. Mas ao invés disso, quando percebi que sou péssima nisso, usei o mesmo lápis e papel para tentar escrever algo pra você. Não que eu seja boa nisso também, mas é que o coração bate apertado e os olhos se esforçam para impedir que as lágrimas jorrem, enquanto a mão incessantemente traça alguns rabiscos tentando traduzir o que diz o coração.
Tentando estudar eu grifava todos os parágrafos e me lembrava outra vez de você e sem ao menos perceber, já tinha rabiscado um "Eu quero ir embora" no canto da página.
Dois dias se passaram e eu não queria que hoje fosse o terceiro, me parecem dois anos e uma ferida profunda na minha vida, a qual não cicatrizará tão cedo e sei que ela dói para que eu não me esqueça da perda.
Eu já havia experimentado o gosto da saudade antes, mas ele me pareceu muito mais amargo agora e eu sinto dizer que não sei até quando vou suportar.
Tentando estudar eu grifava todos os parágrafos e me lembrava outra vez de você e sem ao menos perceber, já tinha rabiscado um "Eu quero ir embora" no canto da página.
Dois dias se passaram e eu não queria que hoje fosse o terceiro, me parecem dois anos e uma ferida profunda na minha vida, a qual não cicatrizará tão cedo e sei que ela dói para que eu não me esqueça da perda.
Eu já havia experimentado o gosto da saudade antes, mas ele me pareceu muito mais amargo agora e eu sinto dizer que não sei até quando vou suportar.
13 de jun. de 2011
Coragem
Medo de decepcionar, de não suprir as expectativas, as necessidades.
Medo de me entregar, medo de desistir e me machucar.
Medo de cair, de me iludir, medo de mudar e ter que me adaptar.
Medo de assumir o erro, assumir o amor, assumir a saudade.
Medo de ficar e medo de ir.
Medo de perder, de me importar e de sofrer.
Medo de amar e de sonhar.
Medo do inesperado. Do esperado também.
Medo de temer, de sentir e de poder.
Medo de não poder ou não conseguir.
Medo de fracassar.
Medo de não gostar.
Medo de tentar.
Medo de me entregar, medo de desistir e me machucar.
Medo de cair, de me iludir, medo de mudar e ter que me adaptar.
Medo de assumir o erro, assumir o amor, assumir a saudade.
Medo de ficar e medo de ir.
Medo de perder, de me importar e de sofrer.
Medo de amar e de sonhar.
Medo do inesperado. Do esperado também.
Medo de temer, de sentir e de poder.
Medo de não poder ou não conseguir.
Medo de fracassar.
Medo de não gostar.
Medo de tentar.
7 de jun. de 2011
Gostar de quem não gosta de mim.
Pra começar você gosta dele porque ele não gosta de você, ele gosta de outra; ele gosta da outra porque ela não gosta dele, gosta de outro que por sua vez não gosta dela, gosta de você, simplesmente porque você não gosta dele.
18 de mai. de 2011
Mil e um amores
Cabelos negros, olhos fortes, branco como a neve, monossilábico - assim como os outros que virão logo abaixo - magro, esguio e alto. Primeiro amor, não o único. Ainda bem!
Cabelos cacheados com a tonalidade loura, óculos pequenos, carisma inconfundível e uma bala sabor melancia. A distância superou o afeto.
Moreno, alto e exótico, inteligente e com futuro promissor, carente, também risonho. Primeiro namorado, não o único. Ainda bem!
Sorriso engraçado, voz baixa, quase um piadista, cabelos bem aparados e olhos brilhantes. Grande paixão. Maior ainda a decepção.
Alto, forte, engraçado. Dono de um abraço acolhedor e de um olhar marcante. Não suporto mentiras. Segundo namorado. Espero que não o último.
Cabelos negros, olhos não tão fortes, mas uma semelhança incrível com meu primeiro amor. Acho que foi isso e ficou só no imaginário.
Baixa estatura, pele pouco morena, óculos, um ônibus, uma prova. Ele a preferiu, tudo bem.
Uma viagem, beleza e carisma encantadores, tímido à primeira vista, timidez essa que não esconde um sorriso resplandecente por muito tempo! Dono de inúmeras piadas, brincadeiras e carinhos. Um eterno amigo.
Olhos azuis, cabelos claros, magro e alto. Amizade longa que se fez escassa por causa de alguns poucos quilômetros. Reencontro, música alta, uma lábia indescritível. Sentia muita saudade de início. É, admito que ainda sinto.
Melhor amigo e paixão platônica que se fez real por um ou dois meses, amor antigo, um jeito engraçado de falar e agir, espontâneo. Ainda amigos.
Cabelos e olhos muito negros, talvez o sorriso mais bonito que eu já tenha visto. Um jeito meigo de conquistar. Erro meu tê-lo deixado.
No fim, não me importa em números quantos foram, importa-me as lembranças que deixaram, as marcas e os sorrisos que me saem à boca quando recordados os inúmeros momentos bons que me proporcionaram. Têm todos um pedaço do meu coração e os carrego com cautela no que me sobrou aqui dentro do peito.
Cabelos cacheados com a tonalidade loura, óculos pequenos, carisma inconfundível e uma bala sabor melancia. A distância superou o afeto.
Moreno, alto e exótico, inteligente e com futuro promissor, carente, também risonho. Primeiro namorado, não o único. Ainda bem!
Sorriso engraçado, voz baixa, quase um piadista, cabelos bem aparados e olhos brilhantes. Grande paixão. Maior ainda a decepção.
Alto, forte, engraçado. Dono de um abraço acolhedor e de um olhar marcante. Não suporto mentiras. Segundo namorado. Espero que não o último.
Cabelos negros, olhos não tão fortes, mas uma semelhança incrível com meu primeiro amor. Acho que foi isso e ficou só no imaginário.
Baixa estatura, pele pouco morena, óculos, um ônibus, uma prova. Ele a preferiu, tudo bem.
Uma viagem, beleza e carisma encantadores, tímido à primeira vista, timidez essa que não esconde um sorriso resplandecente por muito tempo! Dono de inúmeras piadas, brincadeiras e carinhos. Um eterno amigo.
Olhos azuis, cabelos claros, magro e alto. Amizade longa que se fez escassa por causa de alguns poucos quilômetros. Reencontro, música alta, uma lábia indescritível. Sentia muita saudade de início. É, admito que ainda sinto.
Melhor amigo e paixão platônica que se fez real por um ou dois meses, amor antigo, um jeito engraçado de falar e agir, espontâneo. Ainda amigos.
Cabelos e olhos muito negros, talvez o sorriso mais bonito que eu já tenha visto. Um jeito meigo de conquistar. Erro meu tê-lo deixado.
No fim, não me importa em números quantos foram, importa-me as lembranças que deixaram, as marcas e os sorrisos que me saem à boca quando recordados os inúmeros momentos bons que me proporcionaram. Têm todos um pedaço do meu coração e os carrego com cautela no que me sobrou aqui dentro do peito.
2 de abr. de 2011
Acabou
Algo escorria pela minha face, era fria mas queimava enquanto descia. Perguntei e me arrependi. Fechei os olhos pra tentar evitar o conhecimento da resposta. Não adiantou. Veio à tona e eu sabia que uma hora viria. Senti o gosto amargo da lágrima repousar sobre meus lábios e eu que pensei que fôssemos capazes de superar a distância. Logo eu, tão frágil, tão sensível... Me sentia tão forte quanto uma pedra e me orgulhava por conseguir manter meus sentimentos intactos perante a distância, mas o mesmo não ocorreu contigo. Infelizmente.
Devo ter agido de uma forma errada, devo ter dito palavras que não lhe agradaram, devo eu então apenas aceitar as consequências da minha cadeia de erros?!
Devo ter agido de uma forma errada, devo ter dito palavras que não lhe agradaram, devo eu então apenas aceitar as consequências da minha cadeia de erros?!
24 de mar. de 2011
Óculos Escuro
Acessório indispensável no meu cotidiano, devo assumir.
Funciona como uma máscara quando quero, ou até quando devo, me esconder não só dos vigorosos raios solares, mas também do mundo lá fora. Consigo me refugiar atrás de uma armação posta sobre meu nariz e orelhas que a princípio e para muitos, tem o mero encargo de proteger-nos dos danos que o astro ardente pode nos causar, mas há também quem diga que os olhos são as janelas para a alma e eu às vezes prefiro deixá-las fechadas, só por segurança. É como um refúgio, o que é difícil de assumir, já que sou vista pela grande maioria como arrogante e estúpida, o que pra estes mesmos é sinônimo de insensibilidade, é também o que faz com que não se importem com meus melindres, e eu na verdade, prefiro que nem o faça!
De qualquer forma, é indescritível a sensação de poder observar com absoluta discrição todos os transeuntes e formular estórias e comentários cômicos em cerca de minutos no vazio da imaginação. Bem, e o que torna tudo mais engraçado é o fato de as pessoas acharem que, por estar coberta por lentes escuras, não as consigo enxergar com os olhos me fitando incessantemente de cima abaixo, fazendo sobre mim uma crítica com certeza tão engraçada quanto a que eu faço dela.
São inúmeros modelos, diversas cores, vários tamanhos, aspectos não muito importantes mas que me divirto escolhendo de acordo com meu humor. Me sinto nua quando não estou acompanhada do meu fiel escudeiro, me sinto vulnerável aos olhares perversos e cheios de pré-conceitos refletidos em minha direção, mas quando ponho uma de minhas "máscaras" de certa forma me protejo e é engraçado ver na feição de cada um não o pré-conceito, mas sim uma dúvida engraçada do que está por trás do meu escudo.
Minha intenção não é esconder-me por trás de grandes armações, é interpretar meu humor junto a um grande amigo inanimado, às vezes elevar minha auto-estima "naqueles" dias ou simplesmente rir dos mortais que encontro no caminho de casa quando me visto de algo mais... Ousado.
Funciona como uma máscara quando quero, ou até quando devo, me esconder não só dos vigorosos raios solares, mas também do mundo lá fora. Consigo me refugiar atrás de uma armação posta sobre meu nariz e orelhas que a princípio e para muitos, tem o mero encargo de proteger-nos dos danos que o astro ardente pode nos causar, mas há também quem diga que os olhos são as janelas para a alma e eu às vezes prefiro deixá-las fechadas, só por segurança. É como um refúgio, o que é difícil de assumir, já que sou vista pela grande maioria como arrogante e estúpida, o que pra estes mesmos é sinônimo de insensibilidade, é também o que faz com que não se importem com meus melindres, e eu na verdade, prefiro que nem o faça!
De qualquer forma, é indescritível a sensação de poder observar com absoluta discrição todos os transeuntes e formular estórias e comentários cômicos em cerca de minutos no vazio da imaginação. Bem, e o que torna tudo mais engraçado é o fato de as pessoas acharem que, por estar coberta por lentes escuras, não as consigo enxergar com os olhos me fitando incessantemente de cima abaixo, fazendo sobre mim uma crítica com certeza tão engraçada quanto a que eu faço dela.
São inúmeros modelos, diversas cores, vários tamanhos, aspectos não muito importantes mas que me divirto escolhendo de acordo com meu humor. Me sinto nua quando não estou acompanhada do meu fiel escudeiro, me sinto vulnerável aos olhares perversos e cheios de pré-conceitos refletidos em minha direção, mas quando ponho uma de minhas "máscaras" de certa forma me protejo e é engraçado ver na feição de cada um não o pré-conceito, mas sim uma dúvida engraçada do que está por trás do meu escudo.Minha intenção não é esconder-me por trás de grandes armações, é interpretar meu humor junto a um grande amigo inanimado, às vezes elevar minha auto-estima "naqueles" dias ou simplesmente rir dos mortais que encontro no caminho de casa quando me visto de algo mais... Ousado.
9 de mar. de 2011
Ansiedade.
Ele acordava e logo checava o celular. Não, ele não queria saber quantas horas eram, isso ele já sabia, ele queria saber se ela não havia mandado uma mensagem sequer ou telefonado no meio da noite. Antes de ir ao trabalho, a caixa de correio... Vazia, apenas algumas contas à pagar, mas nada que ela enviara. No trabalho, checava o e-mail, na hora do almoço o celular sempre a mão, mas nada, ela não ligava há semanas, nem mesmo mandava mensagens, nem uma correspondência, nada.
Faltavam 8 dias pro aniversário dela, ele queria ligar, não sabia se devia; ele queria enviar um presente, ele na verdade, só queria deixar claro que havia se lembrado, ele sempre se lembrava.
Por fim, decidira tentar não se preocupar mais, se ela não havia ligado é porque já não se lembrava ou nem importava, mas de qualquer forma as lembranças estavam acesas em sua mente e sempre que se encontrava ocioso elas retomavam junto às lágrimas, mas já não havia nada a fazer e ele havia decidido não sacrificar seu coração, mesmo que talvez fosse se arrepender mais tarde.
Então foi assim, ou pelo menos tentou que fosse por seis longos dias e já no sétimo, na iminência de ligar, a campainha tocou e o barulho pareceu explodir sua cabeça, não esperava ninguém embora desejasse alguém. Ao abrir a porta lentamente sentiu o coração batendo com mais força, mais intensidade e ao erguer a cabeça o brilho nos olhos desapareceu, era engano, o entregador de pizzas e ele não havia pedido pizza alguma, mas naquele instante resolveu pedir, aceitou a pizza como sendo sua, pagou pela mesma e em frente à tv, saboreou 8 suculentos pedaços que por alguns minutos conseguiram distraí-lo daquela atmosfera obscura na qual acabara dormindo debruçado em um prato lambuzado de molho ao som de uma comédia nacional meia-boca que era televisionada durante a madrugada.
Antes de ser acordado pelo despertador, a campainha tocou novamente pela manhã, era sábado, aniversário dela e a ressaca moral pesava após uma pizza inteira e 2 litros de refrigerante. Foi rumo à porta com o rosto sujo e os olhos entreabertos arrastando uma pantufa velha pelo chão sujo da casa de um jovem de 26 anos. Abriu a porta sem muita preocupação e os olhos com certa dificuldade, mas quando se deu conta de quem estava perante a porta, a grande dificuldade foi em se manter de pé. Ela largou as malas no chão, pulou nos braços ainda fracos dele, caíram no chão e ele conseguiu alguma energia pra puxar um forte riso e dá-la um forte abraço. Ela começou a se explicar e ele a interrompeu, agora ele não precisava de palavras, fossem estas de consolo, perdão ou explicação, o que ele tanto queria, agora já possuía. Ao olhá-la na face os seus olhos brilhavam e a boca alargava em um enorme sorriso, suas mãos chacoalhavam e algumas lágrimas fugiam-no dos olhos.
Já ela, se culpava, e envergonhada pedia pra que as portas do coração dele se fechassem para sempre, para que então ela nunca mais pudesse sair.
Faltavam 8 dias pro aniversário dela, ele queria ligar, não sabia se devia; ele queria enviar um presente, ele na verdade, só queria deixar claro que havia se lembrado, ele sempre se lembrava.
Por fim, decidira tentar não se preocupar mais, se ela não havia ligado é porque já não se lembrava ou nem importava, mas de qualquer forma as lembranças estavam acesas em sua mente e sempre que se encontrava ocioso elas retomavam junto às lágrimas, mas já não havia nada a fazer e ele havia decidido não sacrificar seu coração, mesmo que talvez fosse se arrepender mais tarde.
Então foi assim, ou pelo menos tentou que fosse por seis longos dias e já no sétimo, na iminência de ligar, a campainha tocou e o barulho pareceu explodir sua cabeça, não esperava ninguém embora desejasse alguém. Ao abrir a porta lentamente sentiu o coração batendo com mais força, mais intensidade e ao erguer a cabeça o brilho nos olhos desapareceu, era engano, o entregador de pizzas e ele não havia pedido pizza alguma, mas naquele instante resolveu pedir, aceitou a pizza como sendo sua, pagou pela mesma e em frente à tv, saboreou 8 suculentos pedaços que por alguns minutos conseguiram distraí-lo daquela atmosfera obscura na qual acabara dormindo debruçado em um prato lambuzado de molho ao som de uma comédia nacional meia-boca que era televisionada durante a madrugada.
Antes de ser acordado pelo despertador, a campainha tocou novamente pela manhã, era sábado, aniversário dela e a ressaca moral pesava após uma pizza inteira e 2 litros de refrigerante. Foi rumo à porta com o rosto sujo e os olhos entreabertos arrastando uma pantufa velha pelo chão sujo da casa de um jovem de 26 anos. Abriu a porta sem muita preocupação e os olhos com certa dificuldade, mas quando se deu conta de quem estava perante a porta, a grande dificuldade foi em se manter de pé. Ela largou as malas no chão, pulou nos braços ainda fracos dele, caíram no chão e ele conseguiu alguma energia pra puxar um forte riso e dá-la um forte abraço. Ela começou a se explicar e ele a interrompeu, agora ele não precisava de palavras, fossem estas de consolo, perdão ou explicação, o que ele tanto queria, agora já possuía. Ao olhá-la na face os seus olhos brilhavam e a boca alargava em um enorme sorriso, suas mãos chacoalhavam e algumas lágrimas fugiam-no dos olhos.
Já ela, se culpava, e envergonhada pedia pra que as portas do coração dele se fechassem para sempre, para que então ela nunca mais pudesse sair.
13 de fev. de 2011
Manual
Em primeiro lugar: antes de estabelecer qualquer vínculo que seja com a pessoa que aqui vos escreve, certifique-se de ter lido no mínimo 3 vezes esse manual.
É importante saber que não sou a pessoa ideal nem pra você, nem pra ninguém. Não sou a melhor companhia, não sei contar piadas, não sei rir de piadas, mas sinceramente sou um tanto sagaz.
Não dou o devido valor ao que tenho, não gosto de lugares fechados, não choro com filmes de romance. Adoro animais mas não sei cuidar de um. Não sei esconder sentimentos, não sei usar vestidos, odeio ter que me adaptar e não gosto de usar salto alto. Não sei me maquiar nem faço questão de parece simpática, choro de saudades e não vivo sem óculos escuros. A musica me abastece, a injustiça me magoa, o companheirismo me anima, os abraços me acolhem, os beijos me envolvem, a inveja me insulta e a alegria me consome.
Adoro brincar com massinhas de modelar, faço caretas, amo dançar. Não vou dizer que te amo só por que você disse isso, vou dizer que te amo quando eu realmente amar.
Não tenho pressa de viver, tenho pressa de ser feliz. Desejo liberdade. Tenho medo de ficar sozinha, tenho medo de escuro, tenho medo de perder quem eu amo.
Dizer coisas só pra tentar me agradar quase nunca funciona, dizer coisas só pra tentar me irritar funciona na maioria das vezes. Não sei fingir. Fico triste facilmente. Adoro abraços. Adoro sorrisos.
Adoro comer jujuba, mas não pelo gosto e sim pra ficar desgrudando dos dentes depois. Palmito está na minha lista das 15 maravilhas comestíveis. Não gosto de ganhar flores, gosto de comprá-las. Sou viciada em chocolate e tenho crise de risos. Já achei que estava perdidamente apaixonada, me enganei. Já tentei não me apaixonar, não resisti.
Odeio sol, tomo um pote de sorvete sozinha, brinco com o recheio do biscoito. Observo estrelas, contemplo a lua, passo o dia jogando videogame, assisto seriados, pinto as unhas de cores estranhas e odeio quando elas quebram. Adoro tênis. Luto. Não digo as coisas só pra te agradar, prefiro me calar.
Não aceito as coisas calada e tenho um espírito incorruptível! Não pareço influenciável, às vezes sou... Odeio admitir.
Tenho TPM.
Existem milhares de coisas que mesmo convivendo comigo 23h do seu dia você nunca saberá e algumas é melhor nem perguntar, talvez você saiba coisas a meu respeito que nem eu mesma sei, talvez eu só esteja fingindo não saber pra ver seu rosto com um sorriso bobo de deboche de mim. Gosto de ver as pessoas felizes.
Posso parecer complicada, no fundo confesso: não sou.
É importante saber que não sou a pessoa ideal nem pra você, nem pra ninguém. Não sou a melhor companhia, não sei contar piadas, não sei rir de piadas, mas sinceramente sou um tanto sagaz. Não dou o devido valor ao que tenho, não gosto de lugares fechados, não choro com filmes de romance. Adoro animais mas não sei cuidar de um. Não sei esconder sentimentos, não sei usar vestidos, odeio ter que me adaptar e não gosto de usar salto alto. Não sei me maquiar nem faço questão de parece simpática, choro de saudades e não vivo sem óculos escuros. A musica me abastece, a injustiça me magoa, o companheirismo me anima, os abraços me acolhem, os beijos me envolvem, a inveja me insulta e a alegria me consome.
Adoro brincar com massinhas de modelar, faço caretas, amo dançar. Não vou dizer que te amo só por que você disse isso, vou dizer que te amo quando eu realmente amar.
Não tenho pressa de viver, tenho pressa de ser feliz. Desejo liberdade. Tenho medo de ficar sozinha, tenho medo de escuro, tenho medo de perder quem eu amo.
Adoro comer jujuba, mas não pelo gosto e sim pra ficar desgrudando dos dentes depois. Palmito está na minha lista das 15 maravilhas comestíveis. Não gosto de ganhar flores, gosto de comprá-las. Sou viciada em chocolate e tenho crise de risos. Já achei que estava perdidamente apaixonada, me enganei. Já tentei não me apaixonar, não resisti.
Odeio sol, tomo um pote de sorvete sozinha, brinco com o recheio do biscoito. Observo estrelas, contemplo a lua, passo o dia jogando videogame, assisto seriados, pinto as unhas de cores estranhas e odeio quando elas quebram. Adoro tênis. Luto. Não digo as coisas só pra te agradar, prefiro me calar.
Não aceito as coisas calada e tenho um espírito incorruptível! Não pareço influenciável, às vezes sou... Odeio admitir.
Existem milhares de coisas que mesmo convivendo comigo 23h do seu dia você nunca saberá e algumas é melhor nem perguntar, talvez você saiba coisas a meu respeito que nem eu mesma sei, talvez eu só esteja fingindo não saber pra ver seu rosto com um sorriso bobo de deboche de mim. Gosto de ver as pessoas felizes.
Posso parecer complicada, no fundo confesso: não sou.
1 de fev. de 2011
visceral
Acordei no chão do banheiro, 4 horas da manhã, cochilei ali mesmo, após horas de choro. Se antes eu havia chorado, essa madrugada eu chorei mais, mais do que pensei ser capaz... Só que, dessa vez o erro foi meu, assumo!
Ela sempre esteve lá e o pior?! Eu sempre soube, sempre. Entrei nessa história, na nossa história, sem ser convidada, eu era só a reserva e só percebi agora que se as coisas não dessem certo com ela, talvez eu pudesse lhe servir. E então? Tenho mesmo servido?
Ah! Não adianta ficar aí se gabando por eu ter passado a noite em claro por você, não foi por você, foi por mim!
Esse vazio em mim fui eu que causei, essa dor é consequência dos meus próprios atos e mais uma vez: o erro foi meu! Ocupei meu tempo querendo te agradar, viajei só pra te ver, sim, os outros motivos eram apenas desculpa, eu só queria ver você, ou pelo menos estar mais próxima. Eu fiz mais que pude e agora estou aqui, sem você e sem minha dignidade.
Agora, depois da agonia e do desabafo, eu penso que talvez tenha me precipitado, mas na hora, naquele instante suas palavras me machucaram mais do que deveriam ter machucado, talvez essa minha atitude desesperada tenha provido do medo e da insegurança de simplesmente perder você, mas se isso for necessário, você pode ir, a porta está aberta e eu sei que ela vai estar lá, como eu estaria.
Ela sempre esteve lá e o pior?! Eu sempre soube, sempre. Entrei nessa história, na nossa história, sem ser convidada, eu era só a reserva e só percebi agora que se as coisas não dessem certo com ela, talvez eu pudesse lhe servir. E então? Tenho mesmo servido?
Ah! Não adianta ficar aí se gabando por eu ter passado a noite em claro por você, não foi por você, foi por mim!
Esse vazio em mim fui eu que causei, essa dor é consequência dos meus próprios atos e mais uma vez: o erro foi meu! Ocupei meu tempo querendo te agradar, viajei só pra te ver, sim, os outros motivos eram apenas desculpa, eu só queria ver você, ou pelo menos estar mais próxima. Eu fiz mais que pude e agora estou aqui, sem você e sem minha dignidade.
Agora, depois da agonia e do desabafo, eu penso que talvez tenha me precipitado, mas na hora, naquele instante suas palavras me machucaram mais do que deveriam ter machucado, talvez essa minha atitude desesperada tenha provido do medo e da insegurança de simplesmente perder você, mas se isso for necessário, você pode ir, a porta está aberta e eu sei que ela vai estar lá, como eu estaria.
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