A poesia é quem me salva da literalidade.
A literatura me permite meu aspecto mais fluido e leve, onde minha performance me conduz menos rija e menos concentrada, menos terra e menos fogo.
Mas mesmo nesse contexto de liberdade dos movimentos - onde posso ser água - nesse espaço em que me permito a quebra da coerência, ainda aqui a encantadora métrica e a formosa estética me seduzem.
Elas se lançam como objeto de desejo e perambulam entre as palavras que me povoam os pensamentos. Têm preferência peculiar por estas que decido registrar e então escrevo.
Ainda assim, resisto e desvio o olhar, é um desafio me desfazer dessa frustração e me permitir ser mais Guimarães Rosa ou José Saramago.
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